A idade da inocência

27 Novembro 2008 at 12:29 (Geral) (, )

A electricidade e a electrónica começaram a cativar-me tinha eu uns 9 ou 10 anitos. Embora nunca tenha sofrido nenhum acidente, decididamente que fiz algumas pequenas asneiras, ou melhor dizendo, “potenciais asneiradas”. Os meus pais estavam completamente a leste do que eu fazia nessa área, claro, não porque fossem maus pais mas simplesmente por desconhecimento (agora era uma boa altura para lhes mandar uma beijoca :) mas eles não lêm isto), e ainda por cima eu era um rapazinho tão bem comportado…

Bom, mas há uma história “engraçada”.

Um dia prái com 12 ou 13 anos arranjei um alto-falante de um aparelho velho, o 1º que me passou pelas mãos. Eu não tinha dinheiro próprio e portanto comprá-los não podia, e chegar ao pé dos meus Pais e dizer “quero um alto-falante para o Natal!” foi coisa que, mesmo não sabendo qual seria a reacção deles, nunca senti que valia a pena experimentar. De qualquer forma eu também não saberia “que” alto-falante pedir se fosse à loja…

Na altura não fazia ideia de como fazer aquilo dar sons, mas soldei-lhe um pedaço de cabo duplo e descobri que se o ligasse a um transformador de parede daqueles baratuchos ele emitia um som (o transformador não era rectficado e o som que eu ouvia eram os 50Hz da rede). Depois comecei a brincar, punha condensadores em paralelo e em série e isso modificava ligeiramente o som. Achava alguma piada áquilo, apesar de não sair nenhum som como eu gostaria de ouvir. Algum tempo depois o alto-falante deixou de funcionar e nunca percebi porquê…

… até anos mais tarde, quando o meu irmão que na altura devia ter uns 6 anitos me contou (confessou, hehehe) que me tinha visto a mexer no alto-falante e um dia quis experimentar, só que ele pensou que o som vinha de se ligar o dito à tomada da parede… sim, aos 230V… quando ele o fez o alto-falante deu um “estalo” valente e nunca mais emitiu nada. Ele arrumou logo aquilo onde eu o tinha deixado e claro que nunca me contou com medo das consequências, hehehe…

Mas a moral da história é que a história podia ter acabado muito mal… tenham cuidado a mexer em electrónica à frente de crianças. Elas têm um poder dedutivo extremamente apurado…

6 Comentários

  1. Vasco Névoa disse,

    Eheh… pois é… essa foi uma das razões porque a minha oficina saíu lá de casa quando a Joaninha nasceu… ;)

  2. Mário Costa disse,

    È páh, isso faz-me lembrar as minhas experiências por volta também dos 9, 10, ligar um motor (12 V) de um rádio à tomada, para ver o que acontecia … queimou entre outras, nunca fiquei colado à tomada nem sei porquê, com os choques todos que levei … bem acho que todos nós temos algumas dessas histórias :) , hehe

    Cumprimentos pessoal !!

  3. Njay disse,

    Olha outro sortudo, hehehe…
    Eu conheço um electricista que toda a vida usou os dedos para saber se há 230V numa tomada, numa ficha, etc… há pessoas assim!

  4. metRo_ disse,

    Eu também já passei pela idade em que fazer curto-circuito nas tomadas para deitar a luz abaixo era uma brincadeira :)
    Mas uma vez logo no inicio e sem querer estava a ligar a gamegear a um daqueles transformadores que têm muitas saídas e ao brincar com essas saídas consegui fazer curto circuito (sem querer) e ainda me lembro que dei um grande salto para trás e isto já foi há mt tempo.

  5. Fifas disse,

    Hehe…quase que revi a minha infancia. Tirando que eu comecei a “mexer” em electricidade praí com uns 5-6 anos. Uma das aventuras de se ficar colado (literalmente) à parede… :D

  6. Reonarudo disse,

    Ainda a uns dias apanhei uma descarga de 330v dum condensador que ate deixei de perceber onde estava…

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