O díodo

28 Novembro 2007 at 03:32 (Tutorial) (, , )

Depois de ter falado acerca de como se acende um LED, que é um díodo (LED – Light Emitting Diode), e tendo vontade de avançar para outros assuntos mais interessantes tais como transístores, achei que era altura de dizer mais algumas coisas sobre díodos. Preparado? Então adiante :)

No artigo sobre como se acende um LED acabei implicitamente por falar de díodos. Disse que o LED tem um ánodo e um cátodo, que causa uma queda de tensão de um certo valor, que é polarizado e mostrei o seu símbolo eléctrico. Tudo isto se aplica a um díodo comum, com pequenas variações: a queda de tensão provocada por um díodo comum é de aproximadamente 0.7 V, e o símbolo é muito parecido com o do LED, só não tendo as 2 “ondinhas” (que representam a luz a sair do LED). No símbolo mais comum do LED, estas ondinhas são apenas setas rectas, e tem uma bola em redor.

D�odo e LED

Figura 1 – Símbolos

Para entenderes melhor como se comporta um díodo sem que tenhas que ser “barra” em Física :), vamos arranjar um modelo que o descreva. Isso, um modelo, boa… … um… modelo???…

Então o que é que é isso do “modelo”? Quando estava a escrever este artigo comecei a fazer alguma pesquisa sobre o que é um modelo em geral, e descobri que se trata de uma discussão capaz de dar pano para mangas. Daí então que resolvi esquecer as definições formais e apelar à minha própria experiência tentando explicá-lo de uma forma pragmática (prática), uma vez que de qualquer maneira escolhi fugir ao formalismo na escrita deste blog. Pois basicamente, um modelo é uma representação de uma outra coisa qualquer. E porque é que haveriamos de querer ter uma representação da coisa em vez da coisa real? Por vários motivos, entre os quais, porque a representação pode ser uma simplificação da realidade e porque esta pode ser descrita de uma forma formal, por exemplo matemática. As vantagens finais são que os modelos permitem-nos entender, manipular e descrever a realidade com maior facilidade. E muitas vezes a realidade é tão complexa que ter um modelo é a única forma.

E qual é o aspecto desse modelo maravilha?… O modelo que vou descrever é simplificado mas permite uma introdução fácil e é bastante utilizado na prática. Vou definir este modelo como um conjunto de características, às quais o funcionamento do díodo obedece, e vou numerá-las para poder referir-me a elas mais adiante neste artigo:

  1. Só conduz corrente eléctrica num sentido, do ánodo para o cátodo.
  2. Só começa a conduzir corrente quando a tensão aplicada é igual ou superior a 0.7 V.
  3. Quando conduz corrente, causa uma queda (redução) de tensão de 0.7 V.

Parece complicado? Não te assustes que não é :)! Vamos lá descascar as 3 características.

1. Só conduz corrente eléctrica num sentido, do ánodo para o cátodo.
A melhor forma de perceber é utilizar um LED como exemplo, e vou utilizar o mesmo circuito do artigo sobre como acender LEDs. A figura abaixo mostra 2 versões desse circuito. A versão à esquerda é a habitual, que usamos para acender o LED; a corrente, a vermelho tracejado, circula do ponto positivo da fonte para o negativo, e o LED deixa passar essa corrente, acendendo. No circuito à direita, o LED está ligado “ao contrário”, e desta forma impede a corrente de circular; o LED mantém-se apagado. Portanto o LED só deixa passar a corrente eléctrica num sentido, do ánodo para o cátodo tal como acontece no circuito da esquerda: a corrente entra pelo ánodo e sai pelo cátodo! Repare-se como o símbolo do próprio díodo é uma seta que aponta no sentido em que deixa passar a corrente.

O Led (d�odo) como válvula unidireccional

Figura 2 – O díodo só conduz corrente numa direcção

Muitas vezes é feita uma comparação da corrente eléctrica a circular num circuito com a água a circular em canos. É possível ter num cano de água um dispositivo semelhante a um díodo:

Analogia com a água

Figura 3 – Um “díodo para água”

As 2 portas, a castanho, abrem-se facilmente empurradas pela força da água, deixando-a passar, desde que a água circule da direita para a esquerda (por exemplo empurrada por uma bomba de água). Se ela vier da esquerda, então vai empurrar as portas de tal modo que estas fecham-se, impedindo a água de continuar a fluir para a direita. Um díodo faz a mesma coisa.
Outras analogias são as veias do nosso corpo, que têm válvulas que deixam passar o sangue apenas num sentido, e também os “pipos” das camaras de ar dos pneus, que apenas deixam passar o ar de fora para dentro (quando as estamos a encher). São ambos exemplos de “díodos”, noutros domínios.

2. Só começa a conduzir corrente quando a tensão aplicada é igual ou superior a 0.7 V.
Esta característica é bastante auto-explicativa. Se a tensão da fonte que fornece energia ao circuito for inferior 0.7 V, o díodo não se deixa atravessar por corrente. Ele apresenta-se como um circuito aberto, tal como se tivessemos ligado o díodo ao contrário. Digamos que 0.7 V é a tensão mínima para que o díodo comece a funcionar. E isto leva-nos à última característica:

3. Quando conduz corrente, causa uma queda (redução) de tensão de 0.7 V.
Se voltarmos à analogia com a água e à figura do canal de água mais acima, podemos pensar que alguma da força da corrente da água é gasta a abrir e manter as portas abertas. Podemos pensar na força da água como sendo a tensão (força electromotriz), e assim a analogia completa-se. Se formos medir a tensão nos pinos de um díodo quando este está a conduzir corrente, vamor medir aproximadamente os 0.7 V, tal com nos circuitos com LEDs (mas neste caso a tensão depende da cor do LED).

Ok… então se os LEDs dão luz, o díodo comum faz o quê? Bom, os díodos começaram por ser utilizados como componentes rectificadores. Muito informalmente, rectificar é transformar um sinal AC num sinal DC. Num sinal AC a tensão varia entre valores negativos e valores positivos, e a sua aplicação a um díodo elimina uma metade do sinal, a metade positiva ou a metade negativa dependendo da forma como o díodo é ligado. No circuito abaixo temos uma fonte de tensão de 5 V AC, que é rectificada por um díodo que lhe remove a metade negativa do sinal, ficando uma tensão DC. O gráfico mostra o valor da tensão no ponto AC (a verde) e no ponto DC (a azul).

O d�odo como rectificador

Figura 4 – Díodo como componente rectificador

Deves ter reparado na diferença de amplitude entre as 2 tensões… consegues adivinhar a que se deve? Sim? Não? E se eu te disser que essa diferença é de 0.7 V, ajuda :)? Pois é, é preciso não esquecer que o díodo causa uma queda de tensão de 0.7 V. A rectificação é usada por exemplo em receptores de rádio e fontes de conversão AC-DC (como um carregador típico de bateria de telemóvel, que converte os 220 V AC da rede em 4 ou 5 V DC).

Humm… e é só para isso que o díodo serve? Não, na verdade, as utilizações do díodo estão apenas limitadas pela nossa imaginação ;)! Mas exemplos típicos de utilização são: conversores DC-DC comutados, como referências de tensão baratas, como redutores de tensão, e para impedir que a ligação acidental de fontes de tensão “ao contrário” causem danos em equipamentos, entre outros. Em tempos também foram usados em electrónica digital, como portas digitais e na construção de memórias ROM. Acho que vale a pena falar um pouquinho mais acerca de algumas das utilizações típicas.

Imagina que tens um aparelho que é muito sensível e caro (por exemplo um auxiliar de audição), e portanto queres protegê-lo de vários tipos de acidente. Um dos acidentes que pode acontecer é o utilizador do aparelho colocar as pilhas ao contrário por distracção ou porque não leu o manual como deve ser :). Uma forma de efectuar essa protecção é exactamente colocar um díodo em série com a fonte de alimentação (as pilhas).

Protecção contra inversão da tensão de alimentação

Figura 5 – Protecção contra inversão de tensão de alimentação

Como o díodo só conduz corrente eléctrica num sentido, se as pilhas forem colocadas ao contrário o díodo “barra” a passagem da corrente e não acontece nenhuma desgraça ao pobre aparelho. Nesta aplicação aproveitamos a característica nº 1 do díodo.

Com a 2ª característica do díodo podes fazer um circuito que verifica se um par de pilhas alcalinas de 1.5 V ainda tem carga suficiente, acendendo um LED em caso afirmativo:

Testador de pares de pilhas alcalinas de 1.5V

Figura 6 – Detector de pilhas gastas

Uma pilha alcalina vulgar está completamente gasta se apresentar 1.1 V de tensão; vamos então arbitrariamente assumir para o nosso exemplo que se ainda medimos 1.25 V a pilha está boa. Neste caso, um par de pilhas alcalinas ainda tem bastante carga se der 1.25 V + 1.25 V = 2.5 V em utilização. Uma vez que o díodo comum só conduz corrente a partir de 0.7 V, e o LED vermelho só a partir de aproximadamente 1.8 V (ver a tabela neste artigo), temos que o díodo mais o LED resultam numa queda de tensão de 0.7 + 1.8 = 2.5 V. Logo, são precisos 2.5 V ou mais para que circule corrente no circuito e o LED acenda. Como precisamos de calcular uma resistência para limitar a corrente no LED, vamos usar o valor de tensão de um par de pilhas completamente novas: 3 V. Portanto, aos 3 V a corrente no LED não pode ser mais do que 0.02 A, que é a corrente máxima num LED vermelho. Calculamos então a resistência usando a Lei de Ohm: (3 V – 2.5 V) / 0.02 A = 25 Ω (podemos usar o valor comercial 33 Ω). E está feito :). Próóóóóóóóximo!…

Agora imagina que tens um circuito que tem que ser alimentado por 2 tensões diferentes; uma é um valor qualquer de 4.5 V a 5.5 V e a outra é de 3.1 V a 3.4 V. Imagina também que só tens 6 V, tirados de 4 pilhas de 1.5 V ligadas em série. Uma forma de obter as tensões desejadas é pegar nos 6 V do conjunto das pilhas e aproveitar a 3ª característica do modelo de funcionamento do díodo para obter as tensões menores, como na figura.

Obter 5.3V e 3.2V a partir de 6V usando d�odos

Figura 7 – Conversor simples de 2 tensões

O 1º díodo subtrai 0.7 V e portanto ficamos com 6 – 0.7 = 5.3 V, que está dentro do intervalo desejado de 4.5 V a 5.5 V. Depois adicionámos mais 3 díodos em série para reduzir ainda mais a tensão, ficando então com 6 – 0.7 – 3 x 0.7 = 3.2 V, que cumpre o requisito de termos um valor no intervalo 3.1 V a 3.4 V. Aqui usámos a característica que o díodo tem de reduzir a tensão em 0.7 V, para obter tensões diferentes da que tínhamos disponível.
Como nota final acerca deste circuito, é preciso dizer que ele só reduz realmente as tensões para os valores apresentados se houver alguma corrente a fluir pelos díodos. O díodo causa realmente uma queda de tensão, mas só quando flui corrente (lembram-se da regra 3 do modelo? Começa por dizer quando conduz corrente); isto bate certo com a Lei de Ohm, pois se a corrente é zero, não pode haver queda de tensão! Para termos um conversor utilizável na prática, teriamos que acrescentar uma resistência entre a saída 5.3 V e o negativo, e entre a saída de 3.2 V e também o negativo. Estas resistências fazem com que esteja sempre a fluir uma “correntezinha” mínima e assim os díodos a causar a queda de tensão. A resistência deve ser calculada para deixar fluir 1 mA de corrente, que é um valor pequeno para não se desperdiçar muita energia e ao mesmo tempo é um valor suficientemente grande para que o díodo funcione bem. Aplicando a Lei de Ohm podemos calcular essas resistências; por exemplo a resistência para a saída de 3.2 V deve ser 3.2 V / R = 0.001 A (Lei de Ohm, I = V / R) <=> R = 3.2 V / 0.001 A = 3200 ohms.

Já agora, existem outros tipos de díodo? Por acaso existem. Alguns dos mais conhecidos são o díodo Zener, o Varicap, o Fotodíodo e o Schottky.

Tipos de d�odos

Figura 8 – Outros tipos de díodo

O Zener é um díodo especial que em certas condições fixa uma certa tensão aos seus terminais; existem díodos Zener para várias tensões maiores que alguns volts, como 3.3 V ou 5.6 V, e são usados como reguladores e referências de tensão.
O Varicap é um díodo que funciona como um condensador variável controlado por tensão. Era utilizado por exemplo em sintonizadores de rádio “digitais”, até começarem a ser usados PLLs.
O fotodíodo é um díodo sensível à luz e pode ser usado como detector de luz, para vários comprimentos de onda. É usado por exemplo nos receptores de commandos infra-vermelhos.
O Schottky é um díodo em que a queda de tensão é de aproximadamente 0.3 V em vez dos típicos 0.7 V. Isto tem a vantagem de haver um menor desperdício de energia por dissipação térmica no díodo, o que é importante em aplicações em que a eficiência energética e baixo consumo são importantes. É que na verdade, a queda de tensão que os díodos apresentam é uma característica indesejável! Vamos pensar no detector de inversão de tensão de alimentação da Figura 5 mais acima. Se o díodo estiver a ser atravessado por uma corrente de 100 mA, a potência que ele dissipa na forma de calor (logo, desperdício, porque a função do díodo não é dar calor) é dada pela fórmula da potência (em Watts, W), a quem eu costumo chamar “lei companheira da lei de Ohm” (a fórmula da potência dissipada já dava para outro tutorial):

      P = V x I

Logo, 0.7 V * 0.1 A = 0.07 W = 70 mW. Pode parecer pouco, mas muitos aparelhos portáteis consomem pouco mais do que isso! Se o aparelho estiver a ser alimentado a 3 V, ele estará a consumir (3V – 0.7 V) * 0.1 A = 230 mW, e por aqui se vê que 30% (70/230) da potência retirada das pilhas está a ser desperdiçada no díodo! Se for usado um díodo Schottky em vez do díodo comum, a potência perdida será 0.3 * 0.1 = 30 mW, ou seja, aproximadamente 13% (30/230) do consumo inicial do aparelho, em vez de 30%. Quer dizer que a autonomia das pilhas aumentou 17% só com a troca de um componente. Uma melhoria significativa!
Outra característica que torna os Schottky muito apeteciveis em certas aplicações é a velocidade de reacção. Por ser constituído por apenas um bloco semiconductor e um bloco metálico, este díodo é extremamente rápido a desligar, ou seja, a mudar de estado entre “a conduzir” e “ao corte”. Um díodo normal (também chamado “díodo PN”) apresenta um tempo de reação, por causa da forma como é contruído.

Então e se eu quiser fazer umas experiências, que díodos posso comprar na loja?… Fooooogo, não acreditas no que eu digo, né :)? Bom, existem díodos muito comuns e baratos que podes comprar com facilidade praticamente em qualquer loja de electrónica; são eles o 1N4148 e o 1N4001 a 1N4007. O 1º é para correntes até perto de 0.2 A e os restantes para correntes até cerca de 1 A.

Mais alguma coisa? Penso que já deu para ficar com uma boa ideia do que faz um díodo e de como é utilizado. O modelo que descrevi já serve para utilização prática de díodos, apesar de ser simplificado. Por exemplo, o díodo não causa sempre uma queda de tensão de 0.7 V; esta é apenas uma média, e na verdade até há quem use 0.6 V ou 0.65 V, que é um pouco mais fidedigno a correntes mais baixas. A queda de tensão exacta depende da corrente que atravessa o díodo, do seu próprio fabrico e até da temperatura, e pode variar por exemplo entre 0.5 V e 0.9 V para um de baixa corrente (como o 1N4148 )1 e ultrapassar 1 V para um de maior corrente (como a série 1N4001-7). Para certas aplicações mais críticas temos que consultar a folha de dados (datasheet) do díodo que queremos usar, para saber com maior precisão qual é a queda de tensão que ele apresenta quando está a ser atravessado por uma determinada corrente. Portanto, nem tudo é assim tão exacto como descrevi, mas é uma simplificação que vai servindo. A electrónica é a ciência das aproximações :).

Finalizando… E assim cá ficou mais um tutorialzito. Aprendeste mais algumas coisas sobre díodos, espero eu. Para não variar lá ficou uma série de coisas por dizer, mas também não te queria assustar e por outro lado preciso de assunto para futuros artigos :).

Como de costume, se tiveres algum comentário, crítica, correcção (sim, que eu não sou infalível, snif snif…) etc. acerca deste tutorial, podes deixá-lo ali em baixo na caixa de comentários, ou usar a página de feedback. Porta-te mal ;) !

1Num 1N4148 a passar 1 mA a queda de tensão é ~0.6 V; já a 10 mA é de ~0.76 V.

About these ads

26 Comentários

  1. phillipe said,

    ola,meu nome é phillipe e faço o curso de eletronica ma escola técnica pandiá caçogeras em volta redonda,RJ.

    me interessei muito sobre o seu trabalho e gostaria de saber se vc tem alguma materia para me ajudar em diodos especiais(varactor,fotodiodo,optoaclopador e Schottky.ps:led e zener nao precia^^).

    Bom, é sò isso!

    agradeço desde já!

    aguardo sua resposta.

  2. Njay said,

    Phillipe, não tenho nenhum material em formato electrónico que te possa enviar, mas posso falar um pouquinho mais sobre esses díodos especiais.

    O Varicap (penso que é o que chamas varactor) utiliza uma propriedade que já todos os díodos têm: quando estão polarizados no sentido inverso (no sentido em que não conduzem) eles apresentam alguma capacitância, que varia com a tensão. Contudo, o díodo varicap é fabricado de forma a possuir características de capacitância mais úteis; por exemplo, a área da junção é um pouco maior de forma a obterem-se valores maiores de capacitância e assim serem mais utilizáveis. Num díodo normal, valores altos de capacitância são indesejáveis, pois tornam os díodos mais lentos. É incrivel como na electrónica se transformam características indesejáveis em propriedades úteis :).
    A certa altura no tempo, o Varicap mais uma resistência variável começaram a substituir o condensador variável na secção de sintonia dos receptores de rádio, porque tinham várias vantagens: o conjunto díodo + resistência variável era mais pequeno, mecanicamente mais simples, e passava a ser possível algum automatismo na mudança de estações e até memórias de estação.
    Outra aplicação do Varicap é em osciladores controlados por tensão – mais conhecidos por VCO (do inglês Voltage Controlled Oscillator).
    Penso que hoje em dia o Varicap já só é utilizado em aplicações muito especiais, provavelmente em VCOs… nos receptores de rádio foram substituídos por outros circuitos mais “inteligentes”.

    O Fotodíodo ainda é muito usado, em particular em receptores de infravermelhos, se bem que aí também são utilizados fototransístores. Também é utilizado em aparelhos de CD/DVD, como receptores de sinais transmitidos por fibra óptica, detectores de luz, e células fotovoltaicas. Pois é, uma célula fotovoltaica é na verdade um Fotodíodo “bem grande”. Os Fotodíodos são na verdade mais sensíveis a estreitos intervalos de comprimento de onda da luz (a certas cores), dependendo do material de que são fabricados. É também por terem esta “sensibilidade selectiva” que são usados como detectores de luz laser, como nos já referidos aparelhos de CD/DVD e transmissão de dados por fibras ópticas.

    O opto-acopolador não entra na categoria dos díodos… um opto-acopolador é apenas um conjunto de 1 LED e um fototransístor, fechados dentro de uma “caixa negra” (onde não entra a luz ambiente). Se o LED for ligado, o fototransístor pode ser usado para detectar esse evento. A utilidade deste dispositivo é a de efectuar uma ligação com isolamento galvânico, isto é, sem contacto eléctrico entre os 2 lados (o LED e o fototransístor). Este isolamento impede que problemas eléctricos de um lado possam danificar circuitos do outro lado.

    Finalmente, sobre o Schottky eu já disse no artigo o essencial. Posso apenas acrescentar que eles não são mais usados porque são mais caros e possuem uma maior corrente de fuga do que um díodo normal. Uma aplicação muito típica do Schottky é em fontes de alimentação comutadas, mas isso também está a mudar e este díodo está a ser substituído por um componente muito mais efficiente (quase sem queda de tensão). Tanto quanto me apercebi, a única razão pela qual o Schottky é usado é mesmo apenas por ter uma menor queda de tensão.

    Há muita informação na Internet, mas em inglês. Por exemplo nas páginas da Wikipedia. Aconselho toda a gente a aprender inglês; mesmo que não precisem de inglês para o vosso trabalho do dia-a-dia, há uma quantidade enorme de informação e literatura nessa língua.

    Espero ter contribuído com mais qualquer coisa de útil.

  3. Estevão said,

    Olá!!!gostaria de saber quais são os diodos de alta-frequencia…e se os diodos de ponto são um deles??Estudo em uma escola técnica em Tatuí-SP,e preciso de ajuda com um trabalho de final de módulo!!!Aguardo uma resposta.desde jah grato!

  4. Estevão said,

    desculpa…diodo de contato de ponto*!!!

  5. Njay said,

    Estevão, não vou conseguir ajudar-te nesse assunto. RF não é mesmo nada a minha área (RF já é para “mágicos” ;)) e não estou sequer a ver o que é um díodo de “contacto de ponto”; esse nome faz-me lembrar os díodos antigos que havia, alguns chamados, se bem me lembro, “de galena”, que funcionavam encostando um eléctrodo num pedaço de um material especial como a galena. Aí era preciso “escolher” muito bem o ponto de contacto do eléctrodo para que o díodo funcionasse…

  6. Marcelo Angulski said,

    Posso usar em 220v um diodo? qual seria o modelo?

  7. Njay said,

    Sim Marcelo, podes… o 1N4007 consegue bloquear até 1000V, e corrente máxima de 1A.
    Agora, vê lá o que vais fazer… cuidado… 220V não é como brincar com pilhas…

  8. augusto said,

    belo post!

    resolveram algumas duvidas simples minha… hehe

    abraço

  9. Marcelo Angulski said,

    Mto obrigado! Vou testar.

  10. Marcelo Angulski said,

    Outra coisa esse diodo 1N4007 ele altera a curva senoidal?
    Preciso de um diodo que não altere nada.
    EX : Entre 220v , 100% AC e saia 220v, 100% AC, ou seja não tenha resistência e nem seja retificador para não alterar a curva.

  11. Njay said,

    Marcelo, esse díodo que procuras tem um nome, chama-se “díodo ideal”, e não existe :)!

  12. Amanda said,

    sim! como um isolante idela e um condutor ideal?!

  13. rodrigotrck@hotmail.com said,

    Pessoal quero cumprimentar o coléga que expos de forma simples e pratica com uma exelente explicação sobre diodos, colaborando com ele e com os outros colégas que estão a procura de conhecimentos de eletrônica, coloco mais um site exelente para quem quer aprender mais. Partindo para bancada prática, esse site ja me ajudou muito.

    http://www.burgoseletronica.net/

  14. Iataanderson Fabio Silva said,

    Ola, eu estou precisando ligar um led auto brilho e 220v, qual o diodo que devo usar, associado a um resistor de quantos k.

  15. Adriana said,

    Vim aqui parar porque estou a fazer um trabalho em que vou utilizar fotodíodos. Consiste num painel fotovoltaico em que “gira” consoante a posição do sol. Se quiser dar uma ajudazinha, agradeço.

    Gostei imenso do tuturial !

  16. Njay said,

  17. Tiago said,

    Olá pessoal..
    sou leigo nesse ramo … preciso fazer um trabalho sobre varicap e gostaria de fazer uma aplicação para demonstração… alguem poderia me ajudar com exemplos de aplicações com varicap que seja simples tanto para instalar quanto para apresentar em sala de aula??

  18. denadai.sicari said,

    “Na internet nada se cria, tudo se copia…” Descaradamente estou copiando-o novamente!

    Att,

    • Njay said,

      Ahhhh, com o teu comentário na página de feedback já percebi este teu comentário. Este senhor Denadai copiou 2 artigos meus para o seu site http://www.arduinobrasil.blogspot.com/ . Não me importo rigorosamente nada que copiem e até melhorem conteúdos do meu blog, mas a indicação da fonte do trabalho original é obrigatória e faz parte da licença Creative Commons sob a qual se encontram estes conteúdos, e que pode ser consultada seguindo o link no canto superior direito do blog (são só 3 ou 4 frases simples, nada de complicado). Esta licença tambem serve para garantir que trabalhos derivados continuam a estar gratuitamente acessíveis a toda a gente. Os créditos é o mínimo que se pode dar a alguém que faz um trabalho e o publica gratuitamente para que toda a gente tenha acesso. Portanto é favor respeitar isso… obrigado. Mas há sempre um lado positivo no plágio; é que é sinal de que a obra é boa ;)

  19. Adailton said,

    òtimo tutorial aprendi bastante mesmo ! parabens !!!!

    • *--* said,

      Boaaa , aprendi pakas neesse blog …

      Parabéens’ xD

  20. lucia said,

    nao gostei

    • Njay said,

      Infelizmente não é possível agradar a todos! Mas se tiveres sugestões de melhoria, são bem vindas :)

  21. Como acender um L.E.D « DENADAI said,

    […] Créditos a NJAY, em http://troniquices.wordpress.com […]

  22. O Diodo « DENADAI said,

  23. jocimar said,

    cara tenho 12v de uma bateria de carro como faço para obter 3v ou 5v sera que e so usa uma sequencia de diodo zener para obter isso? se possivel responde por email tambem…obrigado desde ja.

Deixar uma resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

%d bloggers like this: